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11/09/2009 às 10h37min - Atualizada em 11/09/2009 às 10h37min
Webmaster - Ivinhema(MS)
TAMANHO DA FONTE A- A+
Economia brasileira cresce 1,9% no 2º trimestre e sai da recessão, diz IBGE
Expansão foi registrada em relação ao primeiro trimestre de 2009. Em relação ao período 'pré-crise', no , PIB 'encolheu' 1,2%.

A economia brasileira saiu da recessão no segundo trimestre de 2009, quando cresceu 1,9% em comparação aos três meses imediatamente anteriores, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11).


A recessão técnica, de acordo com economistas, configura-se quando uma nação registra contração da economia por dois trimestres consecutivos. No Brasil, isso ocorreu no quarto trimestre de 2008, quando o PIB ficou negativo em 3,6%, e no primeiro trimestre deste ano, quando a retração foi de 0,8%. 


Na comparação anual, no entanto, o PIB ainda mostra retração: queda de 1,2% sobre o segundo trimestre do ano passado, quando a economia ainda não havia sido atingida pela crise financeira mundial.


Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 756,2 bilhões no segundo trimestre.


No acumulado do ano até junho, a economia "encolheu" 1,5% em relação ao mesmo período de 2008. Nos últimos 12 meses até junho, há alta de 1,3% na comparação anual.


O desempenho da economia ficou dentro da expectativa do governo federal, que previa crescimento entre 1,8% e 2%.


http://g1.globo.com/Noticias/foto/0,,21907399-EX,00.jpg


Consumo doméstico


O consumo das famílias continuou aquecido e foi um dos principais pontos favoráveis à demanda interna. Segundo o IBGE, o crescimento da despesa de consumo das famílias foi de 2,1% em relação ao primeiro trimestre.


Já na comparação ao segundo trimestre do ano passado, os gastos das famílias brasileiras com consumo cresceram 3,2%, o 23º crescimento consecutivo nessa base de comparação.


Estimularam esse resultado o aumento da massa salarial real (alta de 3,3%) e o aumento do crédito para pessoas físicas na comparação anual. Segundo o IBGE, houve aumento de 20,3%, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.


Setores


O destaque na comparação com o trimestre anterior, segundo o IBGE, foi a indústria, que cresceu 2,1%; seguida por serviços (1,2%); a agropecuária apresentou variação negativa de 0,1%.


Já a despesa de consumo da administração pública registrou variação negativa de 0,1%.


Os números que medem o nível de investimentos no Brasil, a formação bruta de capital fixo, mostrou variação zero. 


No setor externo, tanto as exportações como as importações de bens e serviços apresentaram crescimento, de 14,1% e 1,5%, respectivamente.


Comparação anual


Na análise dos números do segundo trimestre de 2009 ante o mesmo período do ano passado, apenas as atividades de serviços apresentaram crescimento (2,4%).


Todos os demais setores encolheram: indústria (-7,9%) e agropecuária (-4,2%).


A atividade industrial caiu em todos os segmentos. A maior queda foi na indústria de transformação (-10%), influenciada principalmente pela redução na produção de máquinas e equipamentos; metalurgia; peças e acessórios para veículos; mobiliário; vestuário e calçados.


Também houve retração de 9,5% na construção civil; queda de 4% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e redução de 0,8% na extrativa mineral, onde a extração de minérios ferrosos caiu 27,4%, e a extração de petróleo e gás natural aumentou 5,9%.

O aumento dos serviços (2,4%) resultou das variações positivas da intermediação financeira e seguros (8,2%), que voltou a crescer no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2008; outros serviços (7,3%); serviços de informação (6,8%), devido principalmente aos desempenhos da telefonia móvel e dos serviços de informática; administração, saúde e educação públicas (2,8%); e serviços imobiliários e aluguel (1,4%).


Por outro lado, transporte (de carga e passageiros), armazenagem e correio teve queda de 5,3% no segundo trimestre, bem como o comércio (atacadista e varejista), que caiu 4,0% - ambos influenciados pelo resultado da indústria de transformação.



 



 









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